
Ídolo do Atlético-MG, Reinaldo recebe anistia e indenização por perseguição durante a ditadura no Brasil
- Wadson Bahia

- 15 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Pedido foi analisado e aceito de forma unânime pelo Conselho da Comissão de Anistia.
Conhecido pela comemoração dos seus gols com os punhos cerrados - em forma de protesto contra a ditadura militar, o ex-jogador Reinaldo foi anistiado pelo Conselho da Anistia - órgão de assessoramento direto e imediato do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). A votação, de forma unânime, reconheceu que o ex-camisa 9 foi perseguido durante a ditadura militar no Brasil - entre 1964 e 1985.
Reinaldo recebeu perdão e uma indenização de R$ 100 mil a ser paga em prestação única. O tema foi debatido durante a 10ª Sessão da Turma, em Brasília, nesta terça-feira.
O ex-jogador da seleção brasileira - e ídolo do Atlético-MG - esteve presente para acompanhar a decisão e comemorou emocionado.
Talvez vocês se lembrem da minha trajetória nos campos, mas pode ser que não saibam da luta, muitas vezes silenciosa, que tive que enfrentar. Todos sabem dos horrores da ditadura que tiraram a vida de tantos brasileiros, mas a repressão do Estado foi muito além dos porões e das celas e não usava só a violência física. Eles criavam campanhas de difamação, verdadeiras operações para acabar com a reputação e a vida social das pessoas que eles consideravam inimigos ou ameaças.
Queriam calar a minha voz, diminuir a minha força, e acabaram com a minha vida e minha carreira. Essa forma de violência do Estado que ataca a honra, a imagem e a dignidade é tão grave quanto as outras e busca destruir as pessoas por dentro, tirando seu lugar no mundo e no futuro. É uma violência que deixa marcas profundas e duradouras, mesmo que a gente não veja — completou o jogador.
Reinaldo foi um jogador histórico do futebol brasileiro. Defendeu o Atlético em mais de dez temporadas e conquistou oito títulos mineiros. Na Seleção, jogou a Copa do Mundo de 1978. O Brasil terminou na terceira colocação.




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